22 – DECRETO Nº 63.895, DE 05 DE DEZEMBRO DE 2018-Regulamenta o item 2 do parágrafo único do artigo 5º da Lei Complementar nº 1.144, de 11 de julho de 2011, que dispõe sobre o afastamento de servidor integrante do Quadro de Apoio Escolar, da Secretaria da Educação, para desenvolver atividades junto a entidade de classe

DOE – Seção I – 06/12/2018 – Pág. 10
Decretos
DECRETO Nº 63.895, DE 05 DE DEZEMBRO DE 2018
Regulamenta o item 2 do parágrafo único do artigo 5º da Lei Complementar nº 1.144, de 11 de julho de 2011, que dispõe sobre o afastamento de servidor integrante do Quadro de Apoio Escolar, da Secretaria da Educação, para desenvolver atividades junto a entidade de classe
MÁRCIO FRANÇA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Decreta:
Artigo 1º – Poderá ser autorizado o afastamento de integrante do Quadro de Apoio Escolar, titular de cargo ou ocupante de função-atividade, respeitado o interesse da administração estadual, para desenvolver atividades junto a entidade representativa de classe, sem prejuízo de vencimentos e das demais vantagens do cargo, até o limite máximo de 8 (oito) dirigentes.
Parágrafo único – O período de afastamento a que alude o “caput” deste artigo será considerado como de efetivo exercício, para fins de progressão.
Artigo 2º – Na concessão dos afastamentos, serão observados os seguintes critérios:
I – a entidade representativa de classe deverá congregar no mínimo de 500 (quinhentos) associados, conforme determina a Lei Complementar nº 343, de 6 de janeiro de 1984;
II – o número de servidores a serem afastados fica condicionado ao número de associados da entidade de classe, na seguinte conformidade:
a) até 24.000 associados: 5 (cinco) servidores afastados;
b) de 24.001 a 27.000 associados: 6 (seis) servidores afastados;
c) de 27.001 a 30.000 associados: 7 (sete) servidores afastados;
d) acima de 30.000 associados: 8 (oito) servidores afastados.
Parágrafo único – Não poderá, em cada unidade escolar, ser afastado mais de 1 (um) servidor, assim como não poderá em cada diretoria de ensino haver afastamento de mais de 3 (três) servidores.
Artigo 3º – Os pedidos de afastamento serão dirigidos ao Secretário de Governo, subscritos pelo Presidente da entidade e instruídos com prova de atendimento aos requisitos indicados no artigo 4º deste decreto, com relação dos demais dirigentes da entidade a serem afastados no mesmo período de mandato.
Parágrafo único – Os pedidos, formulados e instruídos nos termos do “caput” deste artigo, deverão ser apresentados na Secretaria da Educação, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar da data da eleição, a serem encaminhados à Secretaria de Governo, acompanhados de manifestação motivada do Secretário da Educação.
Artigo 4º – São requisitos necessários à autorização do afastamento:
I – quanto à entidade:
a) estar registrada no Registro Público competente;
b) ter como objeto a representação de servidores integrantes do Quadro de Apoio Escolar;
c) congregar servidores públicos estaduais;
d) ter base de atuação em todo o território do Estado;
II – quanto ao servidor:
a) não estar em período de estágio probatório;
b) estar no exercício do cargo ou função-atividade;
c) ter sido eleito e empossado no cargo de direção da entidade.
§1º – Caberá ao servidor declarar que se encontra no efetivo exercício do cargo ou função-atividade.
§2º – Em caso de reeleição do servidor afastado nos termos deste decreto, observar-se-á, igualmente, o procedimento previsto neste artigo 4º, podendo ser dispensado o atendimento ao requisito estabelecido na alínea “b” do inciso II, mediante a apresentação de declaração de que o servidor e a entidade mantêm as condições legais e regulamentares presentes no anterior pleito de afastamento.
§3º – O servidor afastado, reeleito para cargo de dirigente, poderá aguardar a decisão de seu novo pedido de afastamento, para o mandato subsequente, sem retornar ao exercício do cargo ou função-atividade, desde que o pedido esteja instruído com prova do cumprimento dos requisitos necessários à obtenção da autorização de afastamento.
Artigo 5º – O período de afastamento corresponderá ao do mandato eletivo.
§1º – Será causa de cessação automática do afastamento a perda ou a interrupção do exercício do mandato, devendo a entidade comunicar o fato à Secretaria de Governo, no prazo de 5 (cinco) dias.
§2º – O servidor a que se refere o § 1º deste artigo deverá reassumir o exercício de seu cargo ou função, sob pena de incorrer em faltas ao serviço, a contar do dia seguinte ao da cessação do mandato.
Artigo 6º – O afastamento de que trata este decreto dar-se- -á sem prejuízo dos vencimentos ou do salário, bem como das demais vantagens do cargo ou da função-atividade.
Artigo 7º – O disposto neste decreto aplica-se também a funcionário ou servidor eleito dirigente de entidade de classe, do tipo federativo ou central de entidades, que congregue, no mínimo, 10 (dez) entidades de classe representativas de funcionários e servidores do Estado, com mais de 500 (quinhentos) associados.
Artigo 8º – Enquanto perdurar o afastamento, o funcionário ou servidor não poderá ser exonerado ou dispensado, salvo a pedido ou por justa causa.
Artigo 9º – A Secretaria da Educação manterá registro cadastral dos afastamentos concedidos na forma deste decreto, com referência às entidades e a cada servidor.
Artigo 10 – Este decreto entra em vigor na data da sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 5 de dezembro de 2018
MÁRCIO FRANÇA
João Cury Neto
Secretário da Educação
Aldo Rebelo
Secretário-Chefe da Casa Civil
Saulo de Castro Abreu Filho
Secretário de Governo
Publicado na Secretaria de Governo, aos 5 de dezembro de 2018.